Quais empresas de transporte devem calcular sua pegada de carbono? Novas obrigações para grandes operadores do setor

Um novo decreto entrou em vigor em 12 de junho, introduzindo obrigações significativas de sustentabilidade para grandes empresas, incluindo as do setor de transportes. Embora não afete todos os operadores, marca um ponto de virada para muitas empresas, que agora precisam calcular sua pegada de carbono e elaborar planos específicos de redução de emissões.

Novos requisitos ambientais para grandes frotas

O novo quadro regulatório estabelece que todas as empresas obrigadas a apresentar informações não financeiras — ou seja, aquelas com mais de 500 funcionários ou, em dois anos fiscais consecutivos, uma média de mais de 250 funcionários, um faturamento superior a € 40 milhões ou ativos superiores a € 20 milhões — devem calcular sua pegada de carbono anualmente.

Este cálculo não se limita a questões internas; deve ser tornado público, gratuito e acessível através do website corporativo, incluindo tanto a pegada gerada quanto o plano estratégico para sua redução. Esses dados também devem ser integrados aos seus relatórios de sustentabilidade.

Planos de redução vinculativos e horizontes quinquenais

Além do cálculo, as empresas afetadas devem elaborar e publicar uma plano de redução de emissões com objetivos mensuráveis ​​e um horizonte mínimo de cinco anos. Este plano deve incluir ações concretas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e estar alinhado com os compromissos assumidos no Acordo de Paris, incluindo a transição para uma economia de baixo carbono e a meta de neutralidade climática até 2050.

Embora o decreto não exija o registro no registro nacional de pegada de carbono — um banco de dados oficial gerenciado pelo Ministério da Transição Ecológica — ele convida as empresas a aderirem voluntariamente a partir de 2026, promovendo maior rastreabilidade e transparência ambiental.

Oportunidade de antecipar-se ao setor de pós-venda

Para oficinas, operadores de frotas e distribuidores de peças de reposição envolvidos no transporte industrial, essa mudança regulatória representa uma oportunidade estratégica. Grandes frotas precisarão medir e reduzir suas emissões, o que provavelmente impulsionará a substituição de componentes por outros mais eficientes, maior atenção à manutenção preventiva e a adoção de soluções tecnológicas que minimizem o consumo de energia e as emissões de seus veículos.

Da mesma forma, as empresas fornecedoras poderão se diferenciar oferecendo produtos que contribuam ativamente para essas metas de sustentabilidade: desde peças de reposição que reduzem o peso do veículo até sistemas de gestão eletrônica mais eficientes ou serviços integrados de consultoria ambiental.